(Trechos transcritos da Autobiografia de um Iogue Paramahansa Yogananda) O estado espiritual de Bábají está além da compreensão humana. A raquítica visão do homem não pode penetrar através de sua estrela transcendental.Procura-se em vão imaginar o alcance de um avatar. É inconcebível.A missão de Bábají na India tem sido a de dar assistência aos profetas na execução das tarefas específicas que a vontade divina lhes atribui.Qualifica-se assim, como aquele que as Escrituras chamam de Mahávatár (Grande Avatar). Ele afirmou ter dado a iniciação iogue a Shânkara,reorganizador da Ordem dos Swâmis, e a Kabir, famoso mestre medieval.Seu principal discípulo no século 19, como sabemos, foi Láhiri Mahásaya,que infundiu vida nova à perdida arte de Krya. Bábají vive em comunhão com Cristo; juntos enviam vibrações redentoras e juntos planejaram a técnica espiritual de salvação para esta época.O trabalho destes dois mestres completamente iluminados - um com corpo, e o outro sem - é inspirar as nações a renunciarem às guerras, aos ódios de raça, ao sectarismo religioso e ao materialismo, cujos males atuam como bumerangues. Swâmi Kebalananda, meu santo instrutor de sânscrito, passou algum tempo com Bábají no Himalaia. " O incomparável mestre move-se com seu grupo, de um lugar a outro nas montanhas - disse-me Kebalananda. - Seu pequeno séquito conta com dois discípulos americanos sumamente adiantados.Depois de permanecer em certa localidade por algum tempo, Bábají diz: "Dera danda uthao" (levantemos nosso báculo e acampamento).Ele carrega um danda (báculo de bambu). Suas palavras são o sinal para o grupo mover-se instantaneamente a outro lugar. Nem sempre ele emprega o método de viagem astral; às vezes vai a pé, de cume a cume." "Conheço dois assombrosos incidentes da vida de Bábají - prosseguiu Kebalananda.Estavam seus discípulos sentados, certa noite, em torno de uma enorme fogueira que ardia para uma cerimônia védica sagrada. O guru, de súbito, agarrou uma acha incandescente e golpeou de leve o ombro de um chela, próximo ao fogo." "- Senhor, que crueldade! - Láhiri Mahásaya ali presente, fez esta censura.""- Voce preferia ve-lo arder até ficar em cinzas, segundo o decreto de seu carma passado?""-Com estas palavras, Bábají colocou sua mão curadora sobre o ombro desfigurado do chela:" - Livrei-o esta noite, de uma dolorosa morte. A lei cármica cumpriu-se satisfatóriamente com seu leve sofrimento pelo fogo." "Em outra ocasião, o santo grupo de Bábají foi perturbado pela chegada de um estranho. Com admirável habilidade, ele escalara os penhascos até a plataforma quase inacessível, próxima ao acampamento do guru." "- O senhor deve ser o grande Bábají. - O rosto do homem iluminara-se com inexprimível veneração. - Estou à sua procura, sem desistir, durante meses, entre esses rochedos proibitivos. Suplico-lhe, aceite-me como discípulo." "Como o grande guru não desse resposta, o homem apontou para o abismo revestido de rochas, abaixo da plataforma. - Se recusar, eu me atirarei desta montanha.A vida não terá mais valor para mim, se não puder obter sua direção espiritual em minha busca de Deus. "- Então salte - disse Bábají sem emoção. - Não posso aceitá-lo em seu atual estado de desenvolvimento." "O homem arremessou-se do penhasco imediatamente. Bábají deu instruções aos díscipulos surpresos para trazerem o corpo do desconhecido.Quando regressaram com a forma destroçada, o mestre colocou a mão sobre o morto. Milagre! ele abriu os olhos e prostrou-se com humildade ante o guru onipotente." "- Agora voce está pronto para o discipulado. - Bábají sorriu com afeto para o ressucitado chela. - Voce passou corajosamente a difícil prova. (era um teste de obediência. Quando o mestre iluminado ordenou: "salte", o homem obedeceu. Se hesitasse, renegaria sua afirmação de que considerava a vida destituída de valor sem a orientação de Bábají. Por isso, apesar de drástico e invulgar, o teste foi perfeito naquelas circunstâncias.)""- A morte não voltará a tocá-lo; agora voce é um dos imortais de nosso rebanho." " A seguir, pronunciou a costumeira ordem de partida:"Dera danda uthao"; o grupo inteiro sumiu da montanha." Um avatar vive no Espírito onipresente; para ele não existe distância inversa ao quadrado. Portanto, só um motivo existe para que Bábají conserve sua forma física, de século para século: o desejo de dar à humanidade o exemplo concreto de suas próprias possibilidades. Se ao homem jamais fosse concedido vislumbrar a Divindade revestida de carne, ele permaneceria oprimido pela pesada ilusão (máya) de que não pode transcender sua condição mortal. Quer indicar esta página? CLIQUE AQUI No próximo link você encontrará um resumo de "como tudo começou"
(Trechos transcritos da Autobiografia de um Iogue Paramahansa Yogananda)
O estado espiritual de Bábají está além da compreensão humana. A raquítica visão do homem não pode penetrar através de sua estrela transcendental.
Procura-se em vão imaginar o alcance de um avatar. É inconcebível.
A missão de Bábají na India tem sido a de dar assistência aos profetas na execução das tarefas específicas que a vontade divina lhes atribui.
Qualifica-se assim, como aquele que as Escrituras chamam de Mahávatár (Grande Avatar). Ele afirmou ter dado a iniciação iogue a Shânkara,reorganizador da Ordem dos Swâmis, e a Kabir, famoso mestre medieval.
Seu principal discípulo no século 19, como sabemos, foi Láhiri Mahásaya,que infundiu vida nova à perdida arte de Krya.
Bábají vive em comunhão com Cristo; juntos enviam vibrações redentoras e juntos planejaram a técnica espiritual de salvação para esta época.
O trabalho destes dois mestres completamente iluminados - um com corpo, e o outro sem - é inspirar as nações a renunciarem às guerras, aos ódios de raça, ao sectarismo religioso e ao materialismo, cujos males atuam como bumerangues.
Swâmi Kebalananda, meu santo instrutor de sânscrito, passou algum tempo com Bábají no Himalaia.
" O incomparável mestre move-se com seu grupo, de um lugar a outro nas montanhas - disse-me Kebalananda. - Seu pequeno séquito conta com dois discípulos americanos sumamente adiantados.
Depois de permanecer em certa localidade por algum tempo, Bábají diz: "Dera danda uthao" (levantemos nosso báculo e acampamento).
Ele carrega um danda (báculo de bambu). Suas palavras são o sinal para o grupo mover-se instantaneamente a outro lugar. Nem sempre ele emprega o método de viagem astral; às vezes vai a pé, de cume a cume."
"Conheço dois assombrosos incidentes da vida de Bábají - prosseguiu Kebalananda.
Estavam seus discípulos sentados, certa noite, em torno de uma enorme fogueira que ardia para uma cerimônia védica sagrada. O guru, de súbito, agarrou uma acha incandescente e golpeou de leve o ombro de um chela, próximo ao fogo."
"- Senhor, que crueldade! - Láhiri Mahásaya ali presente, fez esta censura."
"- Voce preferia ve-lo arder até ficar em cinzas, segundo o decreto de seu carma passado?"
"-Com estas palavras, Bábají colocou sua mão curadora sobre o ombro desfigurado do chela:" - Livrei-o esta noite, de uma dolorosa morte. A lei cármica cumpriu-se satisfatóriamente com seu leve sofrimento pelo fogo."
"Em outra ocasião, o santo grupo de Bábají foi perturbado pela chegada de um estranho. Com admirável habilidade, ele escalara os penhascos até a plataforma quase inacessível, próxima ao acampamento do guru."
"- O senhor deve ser o grande Bábají. - O rosto do homem iluminara-se com inexprimível veneração. - Estou à sua procura, sem desistir, durante meses, entre esses rochedos proibitivos. Suplico-lhe, aceite-me como discípulo."
"Como o grande guru não desse resposta, o homem apontou para o abismo revestido de rochas, abaixo da plataforma. - Se recusar, eu me atirarei desta montanha.
A vida não terá mais valor para mim, se não puder obter sua direção espiritual em minha busca de Deus.
"- Então salte - disse Bábají sem emoção. - Não posso aceitá-lo em seu atual estado de desenvolvimento."
"O homem arremessou-se do penhasco imediatamente. Bábají deu instruções aos díscipulos surpresos para trazerem o corpo do desconhecido.
Quando regressaram com a forma destroçada, o mestre colocou a mão sobre o morto. Milagre! ele abriu os olhos e prostrou-se com humildade ante o guru onipotente."
"- Agora voce está pronto para o discipulado. - Bábají sorriu com afeto para o ressucitado chela. - Voce passou corajosamente a difícil prova. (era um teste de obediência. Quando o mestre iluminado ordenou: "salte", o homem obedeceu. Se hesitasse, renegaria sua afirmação de que considerava a vida destituída de valor sem a orientação de Bábají. Por isso, apesar de drástico e invulgar, o teste foi perfeito naquelas circunstâncias.)"
"- A morte não voltará a tocá-lo; agora voce é um dos imortais de nosso rebanho."
" A seguir, pronunciou a costumeira ordem de partida:"Dera danda uthao"; o grupo inteiro sumiu da montanha."
Um avatar vive no Espírito onipresente; para ele não existe distância inversa ao quadrado. Portanto, só um motivo existe para que Bábají conserve sua forma física, de século para século: o desejo de dar à humanidade o exemplo concreto de suas próprias possibilidades. Se ao homem jamais fosse concedido vislumbrar a Divindade revestida de carne, ele permaneceria oprimido pela pesada ilusão (máya) de que não pode transcender sua condição mortal.
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