Uma discípula Divina

 Do livro Medja - Por Sri Sananda Lal Ghosh - irmão de Paramahansa Yogananda
* Medja era um apelido familiar de P.Yogananda*


(A música de fundo chama-se Jai Ma e é cantada por Michael Dunn, discípulo de Paramahansa Yogananda)

 

Mejda possuía a faculdade de presciência divina, que foi certamente evidente na escolha de Sri Sri Daya Mata como sua sucessora e guia espiritual da Self-Realization Fellowship/Yogoda Satsanga Society of Índia.

 Ele a preparou para isto desde muito jovem. Até seu nome é apropriado, pois ela é verdadeiramente uma mãe de daya; compaixão e amor.

 Sua mente é tão pura como a de uma criança e outra igual eu nunca havia visto.

 A todos que a procuram ela lhes dá bondade e amor divinos. Devotos de muitos paises que a conhecem e que têm vindo em peregrinação para visitar o lar de Mejda, em Gurpar Road, dizem em uníssono: "Ela é uma verdadeira mãe. Paramahansaji vive em seu coração".

Concordo com isso e creio que verdadeiramente ele reside dentro dela. Por esta razão, irradia tanta graça e bondade e está sempre impregnada da presença de Deus.

 Não podemos comparar Daya Mataji com nenhuma outra pessoa; apenas com ela mesma.

 Em 1958, Daya Mata e Ananda Mata  (sua irmã) vieram à Índia para oferecer seus serviços a Yogoda, a obra de Paramahansa. Daya Ma e seus acompanhantes visitaram um dia a casa de nº 4 de Garpar Road;  eu os levei para ver um filme espiritual sobre a vida do grande santo Sri Chaitanya. Prabhasda, primo de Mejda e meu, também esteve conosco. Nos sentamos no camarote do cinema. Até o final daquela película inspiradora, quando Sri Chaitanya, em êxtase, cantava "Krisha, Krishna", Daya Mataji reclinou-se em sua cadeira e ficou em samadhi.

 

Quando o filme terminou, todos abandonaram a sala de projeção, mas Daya Mata, mergulhada em profunda meditação, permaneceu afastada deste mundo.  Os que atendiam a sala vieram para apagar as luzes porém, ao ver Mataji em êxtase, deixaram acesa uma luz tênue  e ficaram dispostos a esperar.

 Nos sentamos em silêncio com Daya Ma.  Havia passado quase uma hora quando começou a sair de seu êxtase; a escoltamos na descida. Ao ver que os que ali trabalhavam tinham-se ficado, pediu-lhes desculpas. Em uníssono, ele lhe ofereceram seus pranams, dizendo: - Nosso cinema foi abençoado hoje. Grande é a nossa boa sorte!

Mejda vive em Daya Mataji, em sua obra da Self-Realization Fellowship/Yogoda Satsanga Society of Índia e nos corações dos milhões de pessoas que receberam suas bênçãos.

A medida que minha vida se aproxima de seu fim, reflito sobre as palavras que Mejda me escreveu, e oro para que eu tenha vivido em harmonia com elas:

 "Este é um drama de Deus: representa teu papel, seja de dor ou alegria, na melhor forma possível. Como meu irmão, dedica tua vida a servir a Deus, a servir a nossos gurus e a difundir Yogoda Satsanga Society na Índia. Estou muito orgulhoso de ti....."

Sri Sananda Lal Ghosh, pintando um retrato de Yoganandaji.

 

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                       Daya, Ananda e Richard Wright

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