Num mosteiro tibetano, um discípulo perguntou ao seu mestre:
 
Mestre, como faço para não me aborrecer?

Algumas pessoas falam demais,

outras são ignorantes.
 
Algumas são indiferentes.

Sinto ódio das que são mentirosas.
 
Sofro com as que caluniam.
 
Pois viva como as flores, advertiu o mestre.
 
 Como é viver como as flores? Perguntou o discípulo.
 
Repare nestas flores, continuou o mestre,
 
apontando lírios que cresciam no jardim.
 
 
Elas nascem no esterco, entretanto,
 
são puras e perfumadas.
 
 Extraem do adubo malcheiroso tudo que lhes é útil e saudável,
 
mas não permitem que o azedume da terra

manche o frescor de suas pétalas.
 

 
 É justo  angustiar-se  com  as  próprias culpas,
 
mas  não  é  sábio permitir 
 
que  os  vícios  dos  outros  o importunem.

  Os defeitos deles são deles e não seus.

Se não são seus, não há razão para aborrecimento.

 Exercite, pois,
 
a virtude  de  rejeitar todo mal  que vem de fora.
 
 

 

 

 

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