Uma coletânea dos sábios conselhos

de Paramahansa Yogananda a vários discípulos

SELF-REALIZATION FELLOWSHIP

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LUZ INTERNA

"Quando a capela da Sede Central da SRF estava sendo redecorada, alguém sugeriu a idéia de se manter uma vela com chama perpétua, acesa pelo Mestre.

E o Mestre disse: “Eu gostaria de sentir que a luz da devoção por Deus que acendi em seus corações será eterna. Nenhuma outra luz é necessária.”

QUEM É O VERDADEIRO GURU

“Mestre, o Dr. Lewis foi seu primeiro discípulo neste país, não foi?”

O Mestre respondeu: “É o que dizem”.

Ao ver que a pessoa que fez a pergunta ficou um pouco desconcertada, o Mestre acrescentou: “Eu nunca digo que as pessoas são minhas discípulas. Deus é o Guru. Elas são discípulas Dele.”

O HOJE IMPORTA

Alguns discípulos, rodopiando no redemoinho da atividade, estavam negligenciando sua meditação. Vendo isso, o Mestre disse:

“Não digam: ‘Amanhã meditarei mais. Amanhã farei isso e aquilo.’ De repente vão descobrir que um ano se passou sem que tenham feito o que pretendiam. Ao invés disso, digam: ‘Isso pode esperar, aquilo pode esperar, mas a minha busca por Deus não pode esperar’.”

OBEDIÊNCIA

Um discípulo com mentalidade racional gostava de discutir com o Mestre. E o Mestre disse:

“Não discuta comigo, pois em seus argumentos lógicos deixará escapar muita verdade. Com fé, você precisa estar sempre sintonizado com o que digo ou peço para fazer. Terá assim melhores resultados e bênçãos.”
 

EQUILÍBRIO

Em resposta a discípulos e outras pessoas que não conseguiam compreender como era possível combinar meditação e atividade num único caminho, o Mestre freqüentemente explicava: “Seja calmamente ativo e ativamente calmo”.
 

DEUS NO CORAÇÃO

Um homem, embora profundamente atraído pelo Mestre, não ouvia seus conselhos.

Entretanto, o Mestre disse a respeito dele: “Não posso ficar zangado, pois vejo que Deus está em seu coração. Ele comete muitos erros sérios, mas é bom e Deus sabe disso. Se ele me permitisse, eu o levaria até Deus, mas ainda assim chegará lá em tempo. Ele é como um Cadilaque atolado na lama.”

A DÚVIDA

Um dos discípulos perguntou ao Mestre: “É bom acreditar cegamente?”

E o Mestre disse: “Há dois tipos de dúvida: a destrutiva e a construtiva. A dúvida destrutiva é o ceticismo habitual. As pessoas que têm esse hábito mental jamais fazem qualquer coisa para descobrirem a verdade.

“Por outro lado, a dúvida construtiva é o questionamento inteligente. Não é bom ter uma descrença arbitrária sem sequer investigar, pois esse tipo de dúvida é como estática no rádio mental, que o faz perder a programação interior.”

 

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