“Os homens voltam-se para o mal”, o Mestre certa vez explicou, “na ausência da verdadeira alegria.”

 



DOENÇA ESPIRITUAL

Um discípulo expressou sua aversão a um criminoso cujos atos cruéis haviam sido bastante comentados nos jornais.

E o Mestre disse: “Sinto pena de um homem doente. Por que deveria eu odiar o homem perverso? Ele está doente também.”

 

 

KRIYA E DEVOÇÃO

Outro discípulo disse: “Embora me sente e procure meditar, não tenho a devoção para transpor meus próprios pensamentos inquietos e interiorizar-me. Isso só pode ser falta de devoção.”


Em resposta, o Mestre disse: “Sentar-se em silêncio tentando sentir devoção pode muito bem não levar a lugar algum. É por isso que dei as técnicas de meditação. Pratique-as e fixará sua mente em Deus. Quando fizer a Kriya, sua consciência se elevará e você facilmente sentirá o amor do Espírito.”

 
 
RESPONSABILIDADE INDIVIDUAL
 

Para uma discípula que repetidamente pedia ao Mestre para lhe dar a consciência de Deus, embora nada fizesse para se preparar para tal estado, o Mestre disse:

 

“Grandes doutores de almas podem inspirar seus alunos gazeteiros celestiais a retomarem o caminho em direção a Deus, mas a jornada de volta ao lar divino precisa ser trilhada pelas próprias almas errantes”.

 

APROFUNDANDO
 

Um novo estudante dedicado, mas que esperava resultados imediatos como por mágica, ficou desapontado ao perceber que após uma semana de esforço com a meditação não havia conseguido detectar um sinal da presença de Deus interiormente.

 

E o Mestre disse: “Se não encontrar a pérola após um ou dois mergulhos, não culpe o oceano: ponha a culpa no seu mergulho. Você não se aprofundou o suficiente.”

 

 
CONCENTRAÇÃO E ESFORÇO
 

Um monge era devotado, mas descuidado no seguimento das regras da vida do eremitério. Quando se perguntava por que não fazia progresso, o Mestre disse:

 

“Eu dei as instruções para encontrar Deus, mas não posso segui-las por você. Você precisa, individualmente, criar amor por Deus. Mantenha a mente Nele o tempo inteiro, e quando estiver trabalhando, pense sempre que está fazendo tudo para o Senhor. Deve ser sempre: ‘Deus, Cristo, Guru; Deus, Cristo, Guru’.


“Alguns que vêm aqui só conversam e brincam o tempo inteiro, e tocam o órgão. Bem, eles não vão chegar a Deus! Não é só uma questão de viver aqui. É preciso fazer o esforço.
Cada um de vocês está sozinho diante de Deus.”

 
 
HUMOR
 

Quando observou que um dos monges estava de mau humor, o Mestre disse:

 

“Liberte-se das variações de humor. Elas são causadas pela indulgência nos prazeres sensoriais, seguidas pela saciedade e aversão. Maya, ou o estado mental da ilusão, caracteriza-se pelos pares de opostos. O homem de autocontrole está livre das alternâncias de prazer e dor.

Quando o espinho da tristeza penetra na carne, retire-o com a agulha da  meditação.”

 
PODER MENTAL
 

Ao falar sobre os ilimitados domínios da mente, o Mestre disse:

 

“A mente é como um elástico milagroso que pode ser esticado pela eternidade sem arrebentar”.


 
O PERDÃO

Sobre o perdão, o Mestre disse:

 

“Eu costumava pensar que Cristo era muito indulgente quando mandou perdoar nossos inimigos setenta vezes sete. Pensei: ‘Ninguém fará isso!’
Mas quando orei a Deus para receber mais esclarecimento, Ele me disse: ‘Quantas vezes, Ó Homem, eu perdôo a cada um de vocês diariamente?”

 
A AMIZADE
 

“É tão difícil fazer amigos! Se pelo menos eu conseguisse superar essa dificuldade!” exclamou um estudante do Mestre.

 

E o Mestre disse: “Escolha cuidadosamente sua companhia e, quando estiver com eles, interaja sinceramente, mas sempre mantenha uma certa distância e respeito. Nunca se
familiarize demais com as pessoas. É fácil fazer amigos, mas, para mantê-los, precisa seguir essa regra.”



 

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