|

(Por Durga Mata)
Os olhos do nosso amado guruji eram verdadeiramente
as janelas de sua alma.
A testa do Mestre era larga e bem desenhada, com
sobrancelhas perfeitamente arqueadas que emolduravam
um belo nariz e dois olhos de lótus, grandes, escuros
e expressivos, que mudavam de expressão de acordo com
os diferentes estados de espírito ou papéis que ele
representava em cada momento particular.

Olhos de travessura quando ele brincava,

de fogo quando se tornava um disciplinador, de
razão quando assumia o papel de pai;

de ternura quando o de mãe; de tristeza e
lágrimas quando solidário; de sabedoria quando ensinava;
e distante quando sua mente estava além deste planeta.

Olhos que curavam magneticamente o corpo da doença,
a mente dos entraves psicológicos e a alma da ignorância.
Olhos que podiam ver até mesmo o que nossas palavras
não conseguiam dizer.
Olhos que iam além do físico e penetravam a mente
e a alma, para enxergar o que nós próprios não sabíamos
acerca de nós mesmos.

Olhos que faiscavam com Força de Vontade quando
ele se concentrava no progresso da SRF.
Olhos que enxergavam o belo em toda a natureza.

Olhos que estavam sempre atentos às almas que
Deus queria que ele ajudasse.
Olhos que podiam ver o lado mais negro de nossa natureza,
mas se recusavam a vê-lo, preferindo concentrar-se
em nossas boas qualidades.
Olhos de determinação que podiam superar qualquer
obstáculo.

Olhos que cuspiam fogo para secar o dilúvio da ilusão
e incendiar o deserto da alma.

E, acima de tudo, olhos que só tinham a atenção e
o amor voltados para seu único Pai, Mãe, Amado Deus.

Jai Guru!
Quer indicar esta página? CLIQUE AQUI

|