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Quando eu fizer o voto de silêncio, para enclausurar-me com meu Bem-Amado nos braços de Sua onipresença, me ocuparei em escutar a sinfonia dos beatíficos cânticos da criação e em contemplar ocultas visões maravilhosas.
Ainda assim, não estarei esquecido de todos voces. Em silêncio, eu os observarei caminhando sobre mim na grama fresca, e nas folhas percebendo minha vívida presença. Eu hei de contemplá-los com maternal ternura, em cada rubra flor, que, para deleitá-los, de amor se ruboriza. Eu hei de acariciá-los com envolvente brisa que os aliviará dos medos e ansiedades; e no calor do sol eu os envolverei, quando o frio da ilusória solidão invadir seus corações. Quando olharem o oceano, estarão olhando diretamente para mim, unido a meu Bem-Amado no altar do horizonte, sob o pálio do céu, no ondulado e brumoso santuário que os raios prateados criam sobre o azul. Não falarei, senão por meio de sua razão, nem os repreenderei, senão em suas consciências. Eu os convencerei somente por meio de seu amor e do anseio de seus corações por buscar apenas o Bem-Amado. Eu os tentarei, sim, mas com a única tentação de desfrutarem unicamente do amor do Bem- Amado. Esqueçam-me, se é assim que deve ser, mas não meu Bem-Amado! Pois lembrando-se Dele, não poderão me esquecer. (Paramahansa Yogananda)
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